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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Do céu ao inferno em 2 segundos


 

 
A mente viaja muito, muito mesmo. Dependendo do estado de espírito vivido, ela te convida (na verdade ela te arrasta...) a viver emoções boas ou ruins. E, nesse trabalhoso exercício mental, nenhuma dessas emoções encontra-se no presente, que é o único momento que realmente existe. Situações passadas ou futuras vêm à tona e colocam a alma antes tranquila num turbilhão de sensações malucas que nos levam a transitar entre o bom e o mau humor em questão de segundos.

De repente, estamos no paraíso, vivendo um sonho de ideal beleza e plenitude, onde tudo é perfeito e nada pode atrapalhar a felicidade que ali está estabelecida. Dois segundos depois, encontramo-nos no inferno, conjecturando acerca do que ainda não aconteceu e como isso pode afetar negativamente os sonhos e desejos tão almejados por nossa alma carente de alegria, sonhos e desejos estes que sequer se sabe se vão acontecer...

Isso para não falar sobre o passado. A gente lembra do que de bom aconteceu e perde a noção do tempo pensando como foi gratificante ter vivido o que quer que seja. Dois segundos depois, estamos envoltos num mar de arrependimento, culpa, vergonha, tristeza, raiva etc, por trazer à memória um arquivo que deveria estar deletado já há algum tempo...

Se tivermos algum juízo na cabeça, alguma hora lembramos que nenhum desses pseudo-momentos realmente existe. O que está no passado passou. O que está no futuro ainda não existe. O que sobra é viver o presente e, nele, cuidar para que esse futuro se torne um presente digno de ser vivido e um passado prazeroso de ser lembrado.

Quem é que não passa por isso? Eu sei que eu passo. Aliás, passei.