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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sobre Crianças e Medos





Nós todos vivemos com medo.

Essa constatação me ocorreu num certo domingo à tarde, enquanto ouvia certas conversas "de gente grande" na casa da Kati, como diria a Rebeca. Discutiam-se temas soltos, sem nehuma especificidade mais apurada. No entanto um comentário me chamou a atenção: quantidade de filhos. Não lembro quem disse, mas o contexto envolvia as aparentes absurdas despesas para se manter uma criança, nos dias de hoje. Lembro que chegaram a comparar com o que se gastava antigamente para a mesma finalidade.

 Então... A primeira associação que fiz com o tema discutido foi o preço da educação. Especificamente, o preço que se paga para que o filho estude num bom colégio.

O preço é caro, bem caro, mas é sempre pago com a certeza de que se faz um bom investimento e de que se cumpre uma obrigação inerente a ser um bom pai ou uma boa mãe. Dependendo do colégio no qual esteja matriculada a criança e, consequentemente, do preço da mensalidade respectiva, a sensação é de se estar cumprindo tal obrigação de uma forma melhor ou pior.

Mas desde quando um bom colégio garante uma boa educação? E o que raios é um bom colégio? Primeira resposta: um bom colégio não garante uma boa educação. Segunda resposta: colégio bom é aquele que atende aos anseios de pais desesperados para ver o futuro dos filhos garantido (leia-se filhos futuramente "ricos"), o que, por sua vez, é determinado pelo que socialmente é considerado como reflexo de uma carreira bem sucedida (I´m being ironic).

... Observe-se que, em momento algum, mencionei a felicidade da criança. ... 

Atualmente, na cidade de Fortaleza, Estado do Ceará, País Brasil, situado no sub-continente América Latina, ser bem sucedido é estudar Direito ou Medicina e/ou ser concursado. Ponto. Nothing else... ¬¬... É claro que isso é uma falácia e, de minha parte, um pequeno exagero, mas o inconsciente coletivo grita nessa direção.

Os colégios fazem propagandas de resultados de seus alunos no exame do ENEM e em vestibulares. Propagandeiam os primeiros lugares, exaltam a quantidade de aprovados e não mencionam, em momento algum, seus métodos.

É lógico. Seus métodos procuram formar a criança ou o adolescente um estudante profissional, limitado a ser aprovado em testes (que estão longe de medir suas capacidades) e preocupado em sempre ser o primeiro naquilo que escolheram (pai, mãe, família, sociedade.. enfim) para ele ou ela.

É um sistema. Um círculo vicioso. Na mídia, a sociedade está sempre em crise (salvo quando se fala sobre novelas, futebol, carnaval e coisas assim... aí todos os apresentadores de jornais são só sorrisos ¬¬), a economia anda sempre devagar (salvo em épocas de festa, tipo natal, páscoa, carnaval) e nunca há vagas de emprego o suficiente para todo mundo (isso até que é verdade, mas depende muito do momento histórico que se vive).

A impressão geral de que tudo está difícil engessa as possibilidades de qualquer ser-humano sonhador, pois o limita a tentar exaustivamente ser bem sucedido naquilo que se entende ser garantia de uma vida tranquila (leia-se: uma vida sem dificuldades financeiras). Com essa perspectiva, o foco da população muda. A preocupação primordial é a sobrevivência, determinada por aquilo que o manipulado inconsciente coletivo entende por essencial. Refiro-me a trocar de carro a cada 2 anos (quem inventou isso? Um motor de carro é feito para durar, por baixo, 150.000km!), comprar roupas nas lojas tidas como de "qualidade" garantida, participar da massa acéfala que pula nas festividades anuais de forma inconsequente e, voltando para a "realidade", passar o resto do ano trabalhando para pagar por essas 3 coisas, as quais, de acordo com o TODO, garantem sua felicidade, confirmam para todos que você está "curtindo" a vida... bla, bla, bla ... mi, mi, mi, mi... whatever... ¬¬
 
Existe um tom de ironia em dizer que essas 3 coisas são essenciais à sobrevivência e minhas colocações, além disso, são um óbvio exagero. A ironia serve só para marcar o quanto se dá importância primária ao que deveria ser secundário. Aliás, essas 3 coisas, além de outras supostamente não tão importantes, até poderiam ser primárias, mas existe hora e lugar adequados para tudo.

O exagero está no fato de que querer tais coisas não nos faz um bando de desmiolados. Ora, quem não quer ter um carro novo? Eu quero. Quem não gosta de festa? Eu gosto. Quem não quer se vestir bem, comer bem, ter algum luxo, trocar de celular, comprar um computador novo, uma televisão nova etc... High five, Mundo!! Porque todos queremos!!



É tipo isso...

Mas as pessoas esquecem de fazer isso no seu tempo e dentro de suas possibilidades. A impressão que tenho da maioria é que ela quer o futuro "pra ontem".  Não há uma maior consideração sobre o caminho que se deve percorrer para que se chegue a determinado objetivo. Não se pensa, ou se pensa muito pouco, nas consequências do que se faz para alcançar tal objetivo... Enfim.

Esse não pensar é determinado pela ânsia de se conseguir o sucesso (seja ele o que for, mas geralmente vinculado a ter dinheiro) o mais cedo possível. Essa ânsia alimenta e é alimentada pelo medo. Medo de não se conseguir aquilo que todos dizem ser importante.

A meu ver, o reflexo disso tudo na criança, na base da sociedade, é óbvio. Veja: premissa 1 - enquadrar-se no sistema (social, educacional e laboral) é "garantia" de sucesso; premissa 2 - ninguém quer esperar para ter sucesso; premissa 3 - se você se prepara antes, leva vantagem sobre quem deixa para depois; consequência - crianças focadas, desde muito novas, em ser aprovadas. Aprovadas em que? Em qualquer coisa... A sociedade meio que esqueceu que o insucesso faz parte da vida.

...
Acho que aqui cabe uma historinha:

Há algum tempo, conheci, em Montevideo, um australiano que estava hospedado no mesmo albergue que eu. Jogando conversa fora, ele me deu um breve resumo de sua história recente: havia terminado o colegial, serviu ao exército por um ano, tempo em que juntou algum dinheiro, terminou o período de serviço e decidiu passar um ano viajando... Perguntei o que ele faria quando voltasse para casa. Resposta: "Não sei, quando chegar lá, penso sobre isso..."

Fim da história.
...

Ao ouvir a resposta final, naquele momento, lembrei que, com a mesma idade do australiano, existem milhares em Fortaleza, ou mesmo no Brasil, preocupados unicamente em ser aprovados em testes (provas, vestibular, concurso público, entrevista de emprego etc). Não que isso seja errado. Mas existe ainda uma forte impressão de que isso é um fim em si mesmo! Tipo: aprovado no vestibular, formado, empregado e casado, pronto! Parabéns! Você foi agraciado com o certificado de felicidade comprovada e agora pode morrer... ¬¬

Não parece haver espaço para que o jovem ou o adulto pare e pense. Sobre o que? Sobre si mesmo ou sobre qualquer coisa que lhe convenha. É um contexto de vida onde tudo parece pré-determinado, onde todas as escolhas já foram feitas por você. Não há espaço aparente para a criança brincar, sonhar e desenvolver seu sonho do seu jeito até o limite em que ela, por si, toma consciência de quem é, o que quer fazer e, com isso, partir para a vida motivada a tornar realidade aquele sentimento que lhe impulsiona na direção de sua felicidade.

Esse espaço, o espaço para brincar e sonhar (leia-se ser livre) é essencial. A existência desse espaço sim é uma questão de sobrevivência.

Não estou dizendo aqui que a criança deve ser deixada solta para fazer o que quiser. Não, longe disso. A criança não precisa nem deve ter que fazer isso sozinha. É necessário orientação. Mas a orientação tem de ser dada do ponto de vista dela, e não da perspectiva do adulto noiado, traumatizado, medroso e cheio de manias. Cautela é sempre bom. Aprender com os erros é essencial. Mas tolher a experiência viva de uma criança que descobre o mundo pela primeira vez, sob a alegação de que já se sabe as consequências supostamente nefastas de uma suposta atitude qualquer é uma tolice inacreditável. Nada é certo nessa vida. Nada é objetivo. Nada é determinado. O mundo cartesiano e a física Newtoniana já não dominam mais a cultura que nos envolve.

Educar uma criança é promover o desenvolvimento de um ser novo, quase puro, tal qual uma folha em branco. A grande sacada dessa educação, ao que me parece, é deixar que esse ser escreva a maior parte das palavras, frases e textos dessa folha, deixando para nós, que por eles devemos olhar, apenas as notas de rodapé.

... Feito isso, acredito que aí sim, poderemos mencionar várias vezes, nessa história, a felicidade da criança...

Just thinking...


Esse post não me parece bem finalizado, mas já tá muuuuuuuuuito longo e tô com preguiça.




terça-feira, 20 de março de 2012

Ou a gente se cuida, ou acabam cuidando da gente...


Eu não tenho base científica para afirmar com certeza o que vou dizer agora. É só uma impressão. Uma impresão forte, mas meramente uma impressão.

Diante de alguns fatos ocorridos nos últimos meses, me passou pela cabeça o seguinte: será que o mundo, a natureza, a vida propriamente dita (tomada aqui no sentido de coletividade universal, envolvendo todo e qualquer ser vivo) por acaso está exercendo um plano de contenção contra os seres humanos?

Parece uma teoria conspiratória muito doida, eu sei. Mas é que não pude deixar de refletir sobre isso diante do que venho presenciando ultimamente.

Minha sobrinha, Cecília, faleceu com seis meses de vida. Ela sequer nasceu um bebê viável. Fizemos de tudo para mantê-la viva, mas não foi o suficiente. A filha de uma amiga de uma amiga minha (filha da M., amiga da R.) teve febre certo dia, foi levada para o hospital e descobrem que a criança tem leucemia mieloide, que é um tipo bem escroto dessa doença. Uma amiga da minha irmã, como ela, também perdeu a primeira filha, ou filho, não lembro bem.

Todos os pais e mães envolvidos, até onde sei, são saudáveis. Considerando que tudo no mundo está conectado e que nosso planeta (quiçá o Universo) é um sistema fechado (no sentido de que nada aqui simplesmente some ou aparece, tudo se transforma em algo, o que reforça a idéia de conexão que mencionei), me pergunto se a Terra ou a Mãe Natureza sente que o ser-humano é uma espécie um tanto quanto perigosa para a saúde do todo e que ele cresce em número de forma desordenada. Me pergunto se a Mãe Natureza já percebeu que chegará um momento em que ela simplesmente não suportará a demanda e está, de alguma forma e por seus próprios meios, "cuidando" desse problema.

Reforçando essa idéia, percebe-se na sociedade hoje que a constituição de uma família não é mais uma prioridade ou um objetivo tão forte quanto outros. O ser-humano anda mais ligado em outras coisas e ter esposa e filhos deixou de ser o ápice da felicidade e realização humana.

Isso é uma mudança de mentalidade. E daí pergunto: será que foi só nossa cultura que modificou isso? Será que a mudança na própria cultura não foi desencadeada por algum processo natural que visava dar um freio na superpopulação? Mais eficiente do que matar uma cria é simplesmente não tê-la. Mais eficiente do que decidir não ter um filho é simplesmente não o querer ao ponto de sequer cogitar-se a possibilidade de se engravidar...

Um processo semelhante talvez aconteça com outras espécies, mas com o ser-humano faria mais sentido por ser a mais danosa, a que mais degrada...

Tudo isso pode ser também meramente fruto de uma fértil imaginação. Ou de uma desocupada imaginação... Rsrsrs. Ou pode ser que agora eu estou tendo contato com pessoas que tem filhos e só agora, consequentemente, estou me dando conta de que certas coisas acontecem (crianças falecendo ou nascendo com dificuldades...).

Enfim... O Universo é grande o suficiente pra caber até uma teoria doida como essa minha. Mas, nunca se sabe.... E como esse blog me serve apenas para descarregar a mente, não podia deixar de colocar isso aqui.

É isso.
Falou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ela está sempre presente


Não sei de onde veio, nem quando começou, mas ontem presenciei algo muito lindo e quase inexplicável.

Estávamos ontem eu, meu pai, minha mãe, minha irmã, Dani e Rebeca lá na casa dos meus pais apenas jantando e conversando besteira. Quando acabamos, fomos para a sala ver televisão e brincar com a Rebeca.

Em determinado momento, rebeca vem do quarto dos meus pais com o telefone na mão e fala assim: "Tio Madi, a Cecília tá no telefone!"... Nossa...

Maria Cecília Bandeira Achilles faleceu há pouco tempo. Ela era minha sobrinha. Sobreviveu por 6 meses nesse mundo e partiu. Voltou para junto de Deus. Na época, disseram para a Rebeca que a Cecília tinha ido morar numa estrelinha lá no céu e que, de vez em quando, descia para visitar a gente.

Não sei como essa informação ou a pequena passagem da Cecília por este mundo afetou a Rebeca. Não sei se ela entende o conceito de morte. Não sei se ela estranha nunca mais ter visto a Cecília

Não faço idéia mesmo de porque a Rebeca fez isso... Mas é lindo. É a forma mais singela e pura de trazer a Cecília de volta à nossa memória sem sofrimento. A saudade aperta um pouco. A dor da lembrança quer forçar uma lágrima. Mas não dá para não sorrir vendo isso acontecer. A Cecília sempre se manteve viva e presente em nossas vidas através de todos nós. Mas a Rebeca acaba de dar novo significado a isso.

Atitude pura, simples e verdadeira. Como toda criança.

Falou.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Madi! Bolo!




Crianças realmente sabem o que querem.
Rebeca, sábado passado, estava aqui em casa juntamente com toda a família. Depois de comer vários pedaços de bolo, ainda não satisfeita, ela pede para cada um presente na sala mais um pedaço do tal bolo (pede da forma que é possível para uma criança de 2 anos). Como ninguém a atendeu (sua mãe achava que ela já tinha comido bolo demais), Rebeca deixa a sala, adentra meu quarto e sem pestanejar diz: "Madi! Bolo!".

Muito bonitinho. Não resisti e a acompanhei até a cozinha para lhe dar um pedaço do tão sonhado bolo. Infelizmente fomos interceptados pela Dani, mãe da Rebeca, que nos impediu de chegar ao nosso objetivo.

Sacanagem com a Bebé.

Falou.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Rebeca


Rebeca atualmente é o "passatempo" favorito da minha mãe (é claro que não é só isso). Ela é a neta "torta" da minha mãe. Depois explico a relação de parentesco.

Rebeca é uma graça. Ela completa 2 anos hoje e, por conincidência, estava lá em casa passando um tempo. Mas esse post não é para falar propriamente sobre ela, mas de uma coisa linda que toda criança possui e que deve ser respeitada por todo ser humano "maduro".

Vou contar uma história verdadeira para ilustrar o que quero dizer.

No Natal passado, estávamos a família inteira reunida na casa da minha irmã e Rebeca estava lá. Ela tinha, na época, 1 ano e 5 meses. Ela é louca pela minha irmã (sua madrinha), pela minha mãe (sua avó "por adoção"), pela própria mãe (cunhada da minha irmã) e pela avó de sangue. Naturalmente ela se sente muito à vontade com elas. O mesmo não pode ser dito sobre a relação dela comigo, meus outros irmãos e meu pai, que não somos estranhos, mas não estamos tão presentes quanto a mulherada aqui citada. De qualquer forma, numa reunião familiar, por exemplo, passado algum tempo conosco, ela já se habitua e se solta, ficando claro, no entanto, que, tendo de escolher, as quatro aqui mencionadas são as preferidas.

O fato curioso é o seguinte: no Natal, aliás, na véspera de Natal, eu estava sentado no tapete da sala da casa da minha irmã brincando com a Rebeca. Tínhamos um brinquedo de montar em forma de palhaço que nos mantinha ocupados por algum tempo e os controles da televisão, dvd e tv a cabo (que ela adorava mexer) com os quais igualmente nos divertíamos (a primeira pessoa do plural é só pra contar a história, pois, na verdade, ela estava se divertindo enquanto eu só assessorava. Os brinquedos não me faziam diferença. Minha diversão era ver a alegria dela).

Em certo momento, a Rebeca se levanta do chão, vem em minha direção sorrindo e me dá um abraço... Eu fiquei quase sem reação no momento. Depois ela voltou a brincar e eu fiquei ali parado, admirado com o que aconteceu.

Esse abraço parece uma coisa simples e realmente é, mas, ao mesmo tempo, é algo extremamente significativo. Não para ela, para quem aquilo foi só uma demonstração de carinho e alegria (igual a qualquer outra), e sim para mim, ser humano formado, teoricamente vivido e maduro, mas que nunca havia presenciado tanta pureza num gesto tão simples.

Minha admiração decorreu do seguinte: eu não sou um dos favoritos dela, não sou um dos que tem mais contato nem estou toda hora no mesmo ambiente que ela. Ela não me deve nada, absolutamente nada. Eu nunca sequer precisei cuidar dela. Adoro aquela criança, sem dúvida, mas para ela eu provavelmente sou só mais um. A beleza do momento está no fato de que a satisfação, alegria e contentamento por ela demonstrados com aquele abraço foram sentimentos puros e livres de qualquer julgamento ou preconceito. Foram sentimentos expressados sem qualquer espécie de limitação em face de seu destinatário, no caso, eu. Ela agiu sem qualquer interesse, sem querer fazer média ou coisa do tipo. Ela simplesmente estava feliz por estar ali e por estar comigo (a pessoa presente naquele momento) e decidiu celebrar isso com um abraço. Simples, tanto quanto profundo.

Quantas vezes queremos fazer algo semelhante com alguém e não vamos em frente simplesmente porque algo nos impede, não deixa. Quantas vezes deixamos de expressar alguma coisa porque a mente não deixa... É... A mente... Trazendo inúmeros pensamentos de um passado que não volta mais e preocupada com um futuro que não se sabe se vai acontecer... A mente atrapalha o momento, embaça, nos faz questionar o óbvio e nos impede de sermos inteiros, de nos expressarmos com liberdade tal qual uma criança.

Uma criança não está assim tão amarrada como nós, adultos supostamente maduros. Ela consegue ser verdadeiramente espontânea. Ela consegue aproveitar o momento e só ele, sem qualquer preconceito, ou prévio conceito, mundano.

Foi o que aconteceu com a Rebeca. Ela não possui (ainda) qualquer memória passada ou temor de consequência futura que a impeça de ser ela mesma e agir conectada com sua essência, atuando na vida de forma verdadeiramente livre.

Esse gesto, pra mim, foi uma lição de vida. E me emocionou, especialmente depois que percebi o que ele representava.

Uma criança é o que é, senhoras e senhores, diferente de nós que muitas vezes somos (ou melhor, tentamos ser) o que queremos ser ou o que achamos que devemos ser. Crianças são espontâneas. Simples assim. Deixem-nas ser.

Falou. E parabéns para a Bebé.