segunda-feira, 12 de julho de 2010

Música de Câmara



Já contei que faço parte do grupo de Música de Câmara da escola Viva Música Viva? Como não lembro, fica dito que o componho. Atualmente estamos ensaiando GreensLeaves, uma música medieval de autoria desconhecida. Nessa música especificamente temos um piano (eu), um órgão com som de harpa (fulano) e uma flauta (fulana). Depois pergunto se posso colocar o nome deles e aí escrevo aqui.

Mas esse post não é para falar do grupo ou das músicas que ensaiamos. Esse post é para dizer que eu não tenho a mínima idéia do que é música de câmara!! Isso é um absurdo! E olha que eu estou gostando do estilo! Já tentei descobrir o que é e até agora nada...

Bom, ontem estávamos eu e a Garota Elíptica na Livraria Cultura passando um tempo, quando ela vira pra mim e diz: "tu viu o que tem ali naquela prateleira?". Ao olhar, minhas entranhas se reviraram de emoção, meus lábios ressecaram, meus olhos marejaram, meus pelos eriçaram... Rs. Que p... exagero, hein! Tô brincando. Mas qual não foi minha surpresa ao me deparar com um livro enorme, com mais ou menos 8 ou 9 cm de espessura, no qual estava escrito Manual da Música de Câmara.

Eu pensei: "caramba, é agora que tiro minha dúvida". Abri o livro ansioso por achar um conceito ou definição e logo nas primeiras páginas encontro: "a música de câmara é .... bla, bla, bla, bla, bla, ble, ble, ble " ponto final... Não entendi nada. O cara falou um monte e não disse nada... Ou eu não estava com paciência o suficiente para tentar entender, mas o fato é que fechei o livro com mais dúvidas do que tinha quando o abri.

Só o que compreendi é que a música de câmara é apenas instrumental; que necessita de no mínimo 2 e no máximo 10 instrumentos tocando; e que um piano tocando sozinho não configura música de câmara... Hein!? É, ele só mencionou o piano nessa parte. Fiquei contrariado, mas tudo bem. Um dia escrevo o MEU Manual da Música de Câmara! E vai ser só para piano!! Rs.... Brincadeira... ou não.

Falou.

12 Horas do Crato


Competição disputada no dia 03 e 04 de julho. Categoria da qual participei: quarteto masculino. Resultado: campeões. Até ouvi alguém falando em quarteto fantástico. Exagero, mas foi legal ouvir o comentário.

A prova consistiu em correr por 12 horas num circuito de 8,880 km. Como éramos 4 pessoas, revezávamos as voltas, com exceção do nosso capitão, Diego, que teve que correr três voltas após a largada. Faz parte das regras.

O quarteto foi formado por mim, Diego, Tiago e Gilberto. Nessa competição, representamos a equipe Mota Ciclo de Mountain Bike. Os três fazem parte da elite do ciclismo cearense. Eu ainda estou tentando chegar nesse nível.

De qualquer forma, a equipe, sob o comando do Júnior Cabeção, funcionou bem e tivemos um entrosamento muito bom, mesmo nunca tendo treinado juntos. Foi legal. Fiquei feliz em ajudar nessa vitória.

Falou. Depois posto umas fotos.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Atletas da Arte



A Garota Elíptica foi, por toda a adolescência, uma representante de um grupo seleto de mulheres e homens (ou quase homens) que se dispõem a dedicar grande parte de seu tempo, energia e paciência à arte de ser uma pintura, de representar uma imagem ou de expressar uma música através do corpo: a Garota Elíptica era bailarina.

Nunca dancei balé, nuna vi uma apresentação de balé e confesso que provavelmente dormiria na platéia assistindo a um, mas tenho profunda admiração e uma leve atração por bailarinas. A atração não me perguntem por quê, pois não saberei explicar. Mas a admiração é fácil: até onde conheço sobre esportes e coisas em geral que necessitam do corpo para ser executadas, não há nada que exija mais esforço do que balé. É sério. E olha que eu sou ciclista. Imagina aí: dançar horas a fio executando movimentos que beiram a perfeição, tendo de seguir uma coreografia geralmente complexa e demonstrar através da expressão facial sensações de suavidade, leveza e alegria que não necessariamente correspondem ao seu estado de espírito! Ô canseira hein! Quando a gente pedala e está cansado, ao menos podemos fazer uma careta!

O corpo de uma bailarina é trabalhado (as pernas especialmente) a um nível que torna a sua musculatura tão forte quanto a de atletas, a dedicação necessária para se alcançar este patamar pode ser comparada ao tempo de treino ao qual são submetidos os profissionais do esporte e a execução em palco de tudo o que foi aprendido em ensaios equivale ao desempenho de um corredor, ciclista ou jogador de qualquer coisa no auge de sua forma em períodos de competição.

Como não entendo nada de balé e meus comentários são baseados em meras observações, paro por aqui.

É isso. Eu estava treinando hoje de manhã e me veio isso na cabeça quando passava pela descida do Rio Coaçu, logo depois do Ponto das Tapiocas: bailarinas são atletas da arte.

Falou.