quarta-feira, 7 de março de 2012

Nada é impossível mesmo...



Inclusive magoar quem você ama. Foda. Fiz uma besteira domingo passado da qual não faço a mínima idéia de quando vou me recuperar. Decepcionei uma amiga. Aliás, amiga é pouco para definir o laço afetivo entre ela e eu. A palavra mais adequada seria irmã mesmo. E tampouco sei quando ela vai se recuperar.

Tantas buscas, tantos trabalhos de autoconhecimento, tanta pesquisa em busca do "ser", tanta alegria em viver as novidades da vida que levo hoje em dia e, de repente, uma bomba atômica explode na minha cabeça e devasta tudo, deixando apenas a mesma criança assustada de outrora. A mesma criança com o sonho de não errar.

Criança burra, hein! Não errar é não ser humano. E, tendo ou não feito tal escolha, sou humano. E erro demais... Em excesso até. Muito chato esse negócio de cometer erros. Gosto dessa brincadeira não.

Confesso que lidar com esse erro tem sido uma experiência interessante. Não achei que fosse capaz de conviver com esse tipo de dor. Sempre me deixei levar por essa mesma dor e sempre acabava cometendo mais erros. Dessa vez, ao menos isso está diferente.

Mas a vida continua. A gente erra, aprende e segue em frente.

Falou.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nada é impossível.


É a segunda vez que isso me acontece e não sei porque ainda me espanto... Eu toco piano, já falei isso por aqui em algum lugar. Outro dia, estava eu feliz da vida por ter conseguido todas as partituras das músicas de Yann Tiersen, em especial a de uma música que acho particularmente muito bonita, pra não dizer perfeita.

A música chama-se Comptine d´un autre été: La Démarche. Cheguei em casa e, sem nem trocar de roupa, sentei-me ao piano, abri o arquivo da partitura no meu notebook, coloquei-o em cima do referido instrumento (estava excitadíssimo!) e me pus a ler o primeiro compasso da primeira linha.

Pronto! Dá pra tocar! Quando prostrei minhas mãos sobre as teclas e iniciei a melodia.... decepção foda... :( ... P... Q... P... que porra de música escrota!! É impossível tocar esse troço!!

Desliguei o computador triste e esqueci do acontecido. Alguns dias depois, recuperado da decepção, comecei a procurar por essa música no Youtube e vi que algumas pessoas sabiam tocá-la, inclusive uma abençoada criatura que decidiu tocá-la mais lenta em formato de tutorial!!

Eu disse: "É agora!". Vi o vídeo várias vezes, pausei, vi as notas tocadas, comparei com a partitura (apenas uma nota na partitura foi "dispensada" pelo pianista, mas ela não parecia relevante para a melodia) e comecei a treinar.

A boa notícia é que, hoje em dia, consigo tocar os primeios compassos da música (a primeira frase, na verdade) de forma que ela se torna aos poucos reconhecível.

E é isso. Nada é impossível. Já tinha vivido a mesma experiência com outra música do Yann Tiersen. Chama-se Mother´s Journey. Mas, mesmo havendo tal repetição, ainda fiquei demasiado contente com essa pequena vitória.

O vídeo, quando conseguir tocar a bendita toda ou em parte, vai pro Facebook.

Falou.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ela está sempre presente


Não sei de onde veio, nem quando começou, mas ontem presenciei algo muito lindo e quase inexplicável.

Estávamos ontem eu, meu pai, minha mãe, minha irmã, Dani e Rebeca lá na casa dos meus pais apenas jantando e conversando besteira. Quando acabamos, fomos para a sala ver televisão e brincar com a Rebeca.

Em determinado momento, rebeca vem do quarto dos meus pais com o telefone na mão e fala assim: "Tio Madi, a Cecília tá no telefone!"... Nossa...

Maria Cecília Bandeira Achilles faleceu há pouco tempo. Ela era minha sobrinha. Sobreviveu por 6 meses nesse mundo e partiu. Voltou para junto de Deus. Na época, disseram para a Rebeca que a Cecília tinha ido morar numa estrelinha lá no céu e que, de vez em quando, descia para visitar a gente.

Não sei como essa informação ou a pequena passagem da Cecília por este mundo afetou a Rebeca. Não sei se ela entende o conceito de morte. Não sei se ela estranha nunca mais ter visto a Cecília

Não faço idéia mesmo de porque a Rebeca fez isso... Mas é lindo. É a forma mais singela e pura de trazer a Cecília de volta à nossa memória sem sofrimento. A saudade aperta um pouco. A dor da lembrança quer forçar uma lágrima. Mas não dá para não sorrir vendo isso acontecer. A Cecília sempre se manteve viva e presente em nossas vidas através de todos nós. Mas a Rebeca acaba de dar novo significado a isso.

Atitude pura, simples e verdadeira. Como toda criança.

Falou.