quinta-feira, 17 de março de 2011

Caviloso? Capadócio?




Quer atribuir características pejorativas a alguém sem que a pessoa saiba do que você está falando? Olha aí duas palavras que se prestam a esse fim: caviloso e capadócio. Hein?? É. Acho que pouca gente sabe o significado desses adjetivos aí. E pra você que quer xingar as pessoas de forma "culta", aí vai:

Caviloso: aquele que usa astuciosamente de sofismas, pretextos e subterfúgios; que dá às palavras sentido falso, interpretando-as maliciosamente.

Capadócio: pessoa de maneiras acanalhadas, charlatão, trapaceiro, malandro.

Salvo engano (porque não tive paciência de ir atrás dos outros verbetes), essas palavras possuem outros significados também.

Ontem um advogado chamou outro de caviloso... Isso pode dar um problema...


Falou

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tem um ninho de passarinho no meu capacete...



Tem um ninho de passarinho no meu capacete. É sério. Não estou brincando. Tem um ninho de passarinho no meu capacete! Olha aí:


Até que a frase título do post daria uma metárfora boa, né? Tipo para dizer que a cabeça de alguém (ou a sua própria) está cheia de coisas que normalmente não deveriam passar por ela... Ou que algo é ou está meio confuso... Sei não.

O que sei é que, quando viajei para o Piocerá, esqueci meu capacete reserva pendurado na varanda secando. Quando voltei, tinha um ninho dentro dele. Obviamente não tive coragem de desfazer uma obra tão primorosa da natureza e assim ela vai ficar até os filhotes alçarem vôo.

Falou.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ela se foi... ou apenas voltou.


Não importa o quanto dure, a vida é sempre a mesma para todos: você nasce, luta para sobreviver, aprende o que tem que ser aprendido e, no fim, retorna para os braços de sua origem.


Cecília nasceu, lutou e se foi.


É... foi foda. O falecimento dela foi muito triste. Não podia ser diferente, visto que ela foi muito esperada...

No entanto esse acontecimento (morte física) era uma possibilidade real e conhecíamos os riscos. Ela ter partido (ou simplesmente retornado) acabou se tornando, na verdade, um alívio, tendo em vista o sofrimento que seu corpinho passava. Se pensarmos com clareza, veremos que Maria Cecília Bandeira Achilles está melhor agora do que jamais esteve neste planeta.


A realidade é que essa "perda" dói porque somos limitados demais para entender a perfeição divina. Sempre desejamos o que achamos melhor em termos mundanos, carnais e egóicos e, quando as coisas não acontecem dentro do que humanamente foi planejado, dá nisso: sofrimento.


Paciência.


Mesmo assim, mesmo com a esperança de vida nutrida por todos, minha Mamãe e minha Irmã (mãe da Cecília), já cientes de que a situação não era fácil, fizeram uma coisa muito boa, digna e madura nas últimas semanas: elas disseram para Cecília que ela podia ir se quisesse. Isso foi uma libertação tanto para elas quanto para a Cecí. E esse princípio de aceitação de sua partida sem dúvida vai ajudar muito na recuperação do impacto.


No fim, a verdade mesmo é que Cecília está muito bem viva onde quer que esteja. O que sepultamos no cemitério neste sábado foi apenas o invólucro por ela ocupado nestes seis meses... Um lindo invólucro... um anjinho, como disse minha irmã...


E assim nos despedimos dela... Mas apenas em parte... O corpo dela não está mais entre nós, não dá para negar. Sua essência, no entanto, está muito bem resguardada em nossos corações e em tudo que nos cerca, comungando com o universo em absoluta presença.


TMTA.