sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Às vezes é melhor ficar calado.

Post rápido!

Pessoa 1 trabalha comigo e acabou de voltar de viagem. Pessoa 2 trabalha no mesmo prédio em outro setor.

Pessoa 2: - Olá, Pessoa 1, tu tá aqui? (a criatura tá olhando pra cara da outra e olha a pergunta que ela faz!!)
Pessoa 1: - É, já voltei... (sério!!! Se ela não fala, eu não ia saber nunca!!)
Pessoa 2: - É, e tu voltou forte, hein!?





What?????? WTF?? Forte?!!! KKKKKK. Me pergunto se a Pessoa 2 teve noção do comentário. Pra quem não faz idéia, forte é uma forma antiga, delicada e pouco discreta de dizer: Caraca, você está gorda!! Ela era usada nos idos de mil novecentos e vovó virgem, quando as pessoas, ao encontrar alguém que não viam há algum tempo, achavam natural elaborar um juízo de valor acerca da forma física do ou da infeliz e, achando pouca a indiscrição, cuidavam de materializar isso em palavras!

Me segurei pra não rir...

Ninguém merece uma dessa. Nunca diga para uma mulher (seja qual for a hipótese) que ela está gorda. A mesma ressalva vale para qualquer derivado metafórico desse adjetivo, tipo: forte, cheinha, fofa, grande (putz, grande é muito ruim! Se duvidar é pior do que gorda), redondinha, nutrida, enfim...

Lembremo-nos que somos todos lindos em essência e que a forma é só uma forma. Deixa a gordinha ser feliz...

E a Pessoa 1 nem engordou tanto assim...

Falou.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Acesso à Justiça


Doutrinariamente essa expressão envolve um monte de elementos técnicos referentes à forma como o jurisdicionado deve e pode submeter um conflito (ou um fato, em caso de procedimentos de jurisdição voluntária) à apreciação de um juiz togado e disso receber uma prestação que solucione seu problema.

Bullshit!! Brincadeira. Essa parte é importante, sem dúvida. Mas o que me ocorreu hoje é que o Acesso à Justiça envolve detalhes que vão desde a existência de uma rampa na porta do Fórum, de forma que cadeirantes possam subir ao prédio, até a presença de uma simples cadeira na sala do juiz, para que este, uma vez solicitado, possa atender a quem lhe procure.

Pequenas coisas são as mais importantes, é ou não é? O sorriso de um atendente, a compreensão do servidor, a paciência do mesmo para escutar as desgraças da vida alheia, a disposição para traduzir a linguagem técnica utilizada por advogados, juízes, promotores e procuradores para um português compreensível (muitas vezes pisando e amassando a gramática), dentre outros, definem de forma geral a proximidade da parte e do advogado com o processo.

Iniciar uma ação judicial qualquer um pode e, a julgar pela qualidade de alguns advogados que tenho visto, qualquer um consegue. Movimentar o processo, trabalhar com ele e para ele, instruí-lo de forma que chegue às mãos do juiz para o adequado julgamento é algo um tanto quanto mais complexo.

O caminho que se faz em busca da prestação jurisdicional deve ser trilhado em conjunto através de advogados e juízo. Este é imparcial e precisa daquele para a prática de certos atos (ressalvando-se os que podem ser proferidos e executados independente de provocação). Aqueles, se forem espertos, vão tomar a secretaria da vara como ponto de apoio e através dela contribuir para o bom deslinde de sua querela judicial.

Esse caminho é percorrido no dia-a-dia do fórum, subindo e descendo elevadores, pedindo processos no balcão, tirando dúvidas com os servidores, peticionando, atentando-se para o procedimento correto a ser utilizado, enfim... A instrução processual, longe de ser apenas uma idéia, manifesta-se na labuta do segurança que guarda a porta do fórum a do juiz que sentencia o processo e todos, cada um do seu jeito, contribuem para o tal acesso à justiça. Esse contato permanente e a consequente desmistificação da ação judicial aproxima os interessados da justiça que procuram, tornando-a palpável, próxima.

Em poucas palavras, o acesso à justiça começa a partir do momento em que os responsáveis por ele se mostram acessíveis.

Falou.