sexta-feira, 3 de junho de 2011

Rio de Janeiro


Aproximando o horizonte, exsurge o Cristo Redentor de braços abertos recepcionando todos os que pela primeira vez visitam a Cidade Branca. Do alto da corcovada montanha, encimando 710 metros de altitude, despeja sobre o leito do Rio a benção para todos os que nele se espelham, a reflexão para aqueles que questionam – a si ou à vida – ou a alegria aos que já encontraram suas respostas e simplesmente vivem.

Nas ruas caminham paixões e apaixonados, gente de toda sorte que, considerando-se com sorte, sorriem e trabalham para por um sorriso em todo passante. O Rio de Janeiro continua lindo, já dizia a música. Não sei se lindo, mas simpático, cordial e receptivo, sem dúvida. Do gari ao motorista de ônibus, são todos solícitos: “Hotel IBIS?! Po dexá que te deixo na rua em frente, daí é só seguir a pé que não tem erro...”; “Pão-de-Açúcar?! Cê pega uma integração até Botafogo, de lá sobe e pega o 107 que chega rapidinho...”. E tal como os que vão a Roma, seguimos conhecendo o Rio de Janeiro.

Naturalmente dividida, aquela cidade, que só é Branca para quem a visita pela primeira vez, exala uma união típica de torcida de futebol: desmedida e emocionada. Fale mal do Rio, mas não fale mal na frente de um carioca. É compreensível o ufanismo. Seja do alto do Pão-de-Açúcar ou do ainda mais alto Corcovado, o que se vê é um espetáculo de belezas naturais cuja concepção só pode ser atribuída à intervenção divina: ilhas, lagos, mares, árvores, florestas, picos, pássaros, todos em perfeita harmonia.



A harmonia do Rio só é quebrada pela espécie dominante. Ela constrói, ergue, admira e se orgulha... e constrói, ergue, admira e se orgulha... e constrói, ergue, admira e se orgulha... E não é assim em todo lugar? É. Mesmo distorcendo as maravilhas criadas pela Natureza, este ser orgulhoso toma o cuidado de olhar com humildade para aquilo do que faz parte. Talvez eles disfarcem, mas lá no fundo sabem que são apenas um pequeno grão ocupando tal espaço e que, mesmo sem ele, e talvez até melhor sem ele, este espaço prosseguirá em esplendor eterno até que seu Criador decida que ele já deslumbrou seres suficientes durante sua existência e que agora é o momento de ceder seu lugar para outra obra de igual ou superior magnitude.

Confesso que me decepcionei com o que vi. Aliás, não com o que vi, mas com a perspectiva que tinha do que veria. Falaram tanto do Rio, mas tanto, tanto, tanto, que achei que, ao chegar, seria acometido por uma visão equivalente à do paraíso e me tornaria iluminado! É claro que estou exagerando... De fato não retornei encantado do Rio de de Janeiro. Talvez porque o visitei em abril. Afinal ele é o Rio de “janeiro”. Piada infame, eu sei.

A despeito de não ficar impressionado, compreendi de forma contundente de onde provém seu encanto e aceito agora, de bom grado, quem por aquela terra está encantado.

Até logo, Rio de Janeiro, espero visitá-lo em breve.


Falou.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Às vezes é melhor ficar calado.

Post rápido!

Pessoa 1 trabalha comigo e acabou de voltar de viagem. Pessoa 2 trabalha no mesmo prédio em outro setor.

Pessoa 2: - Olá, Pessoa 1, tu tá aqui? (a criatura tá olhando pra cara da outra e olha a pergunta que ela faz!!)
Pessoa 1: - É, já voltei... (sério!!! Se ela não fala, eu não ia saber nunca!!)
Pessoa 2: - É, e tu voltou forte, hein!?





What?????? WTF?? Forte?!!! KKKKKK. Me pergunto se a Pessoa 2 teve noção do comentário. Pra quem não faz idéia, forte é uma forma antiga, delicada e pouco discreta de dizer: Caraca, você está gorda!! Ela era usada nos idos de mil novecentos e vovó virgem, quando as pessoas, ao encontrar alguém que não viam há algum tempo, achavam natural elaborar um juízo de valor acerca da forma física do ou da infeliz e, achando pouca a indiscrição, cuidavam de materializar isso em palavras!

Me segurei pra não rir...

Ninguém merece uma dessa. Nunca diga para uma mulher (seja qual for a hipótese) que ela está gorda. A mesma ressalva vale para qualquer derivado metafórico desse adjetivo, tipo: forte, cheinha, fofa, grande (putz, grande é muito ruim! Se duvidar é pior do que gorda), redondinha, nutrida, enfim...

Lembremo-nos que somos todos lindos em essência e que a forma é só uma forma. Deixa a gordinha ser feliz...

E a Pessoa 1 nem engordou tanto assim...

Falou.