terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Terra Firme, Terra Forte


Ibiatân.





Chão. Sólido. Seguro. Firme. Forte. Confiável.

Um porto seguro. Um lugar para onde ir com a certeza de que alguma resposta se vai encontrar.

Algo que está ali sempre. A base bem construída.

É o que se espera. É o que pretendo. Talvez já seja, mas manter essa dúvida ativa é essencial no caminho do amadurecimento.

É isso.

Água para todos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O incerto é certo. Ou não?






Do que vale ser certo de si, se essa certeza é meramente superficial e serve apenas para te dar a certeza de que não se tem certeza do que supostamente deveria ser certo?

Não sei se isso aí faz sentido pra alguém, mas pra mim faz... E muito.

O princípio da incerteza de Heisenberg, que diz, dentre outras coisas, não ser possível medir o momento e a posição de determinada partícula ao mesmo tempo, já mostra que o incerto faz parte da natureza em sua matriz mais elementar.

Se pensarmos sobre isso em matéria de seres humanos, aí sim teremos certeza absoluta de que o incerto é o certo. Por que? Porque o ser humano é complexo demais (física, psico e emocionalmente) para ter certeza de algo. O ser humano, enquanto forma de vida mais adaptável até aqui conhecida, é construído para ser incerto... Ao menos assim me parece.

A incerteza nos faz cautelosos, criativos e ávidos por conhecimento. É ela que nos torna inseguros também, algumas vezes, mas é aí que o consciente deve falar alto e exercer seu direito de escolha. Esta, realizada de forma responsável, afasta a insegurança e abraça a incerteza como um universo de possibilidades.

Os que não entendem isso querem e tentam meramente exercer controle. Controle sobre o que? Sobre tudo: coisas e pessoas... Lamento muito por esse tipo de gente. Estão quase fadados a serem infelizes ou a fazerem outros infelizes. Maaaaaaaaaaaaas assim é a vida.

É isso. Pensamentos aleatórios expressados por escrito para descansar uma cabeça que acaba de analisar aproximadamente 70 processos.




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Interestelar...




 

Três horas de um filme que te prende na cadeira independente de conforto, fome, sede ou qualquer outra necessidade mundana.

Isso é um exagero, mas serve para dizer que o filme é muito bom. Muito bom mesmo.

Sinopse: a Terra foi pro car... e os seres humanos, aparentemente, desistiram de tentar sobreviver e vivem como podem, aguardando o momento de seu perecimento. Secretamente, a NASA vinha bolando um plano para colonizar um outro planeta e o filme se desenrola nesse mote, contrapondo-se a necessidade de se buscar um novo mundo, uma decisão que beneficia o coletivo, ao desejo de se permanecer junto a quem se ama, uma decisão puramente individual.

Ao fim, o filme dá uma guinada fantástica, tornando o desfecho bem legal. Só não curti um detalhezinho de nada do final, mas este não tirou o brilho da obra como um todo. Não vou entrar em detalhes sobre a história nem dar spoilers, mas faço questão de falar sobre o modo escolhido para contá-la.

Bom, Interestelar é uma ficção científica que, acertadamente, não menciona quando os fatos narrados aconteceram. Não há menção a datas ao longo do filme, apesar de carros, roupas, instrumentos, arquitetura et cetera darem uma pequena noção a esse respeito. Mas, ao mesmo tempo que esses objetos nos são familiares, há naves, robôs e itens de tecnologia que denunciam uma época mais avançada no futuro. A impressão de que se trata de uma história no tempo presente deixa de existir, quando se percebe que o mundo ali mostrado é um mundo pós-apocalíptico, é o que sobrou após determinada "mudança" no planeta. No caso do filme, tal mudança levou a civilização humana a direcionar todos os esforços para a produção de comida. Essa é a prioridade. Carros, computadores e utensílios em geral ainda utilizados são os que provavelmente já existiam quando da catástrofe, daí porque estamos no futuro, mas olhando para coisas que reconhecemos como sendo típicas do nosso tempo presente.

Além do que mencionei, a história envolve avanços tecnológicos na área referente a viagens espaciais (naves, velocidade, tempo, coisas assim) e, de novo acertadamente, ninguém se preocupou em explicar como as coisas funcionam do jeito que funcionam. Isso é fantástico! Por que? Porque afasta o telespectador da necessidade de avaliar se o que está sendo mostrado é plausível ou não. Ninguém menciona, por exemplo, como a nave consegue entrar em órbita ou que combustível ela utiliza, tampouco se fala sobre a mecânica e a química presente na câmara de hibernação, enfim. Dessa forma, pode-se focar a audiência na história e nada mais. A gente senta na cadeira, assiste ao filme e presume que tudo o que está acontecendo é ou será possível após alguns  anos de estudo e desenvolvimento. Pronto. E só! Nada de julgamentos (não sobre esses aspectos, ao menos).

É isso.

Assistam.

É muito bom.

P.S.: do meu ponto de vista, a ficção científica mostrada no filme não é o tema principal, mas um pano de fundo para a história de amor, dedicação e sobrevivência que se passa entre as personagens.