quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Chega de Mi Mi MI!!!




Até que a vida dê outra cacetada e esteja justificado um retorno ao estado MiMiMi...


segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Eternamente um aprendiz, de novo.






Não sei se agradeço ou se amaldiçoo. Se fosse agradecer, não saberia a quem e, se fosse amaldiçoar, tampouco.

Quando se vive na zona de conforto, nada muda. Um dia ouvi que, se você quer que as coisas mudem na sua vida, mude a si próprio. Eu acho que fiz isso. Mudei algumas coisas. Algumas, apenas. Outras mantive como estavam e confesso que essas não queria que tivessem mudado.

A vida me tirou da zona de conforto. Foi. Aparentemente, eu que deveria ter feito isso, mas, me guiando obviamente, pelo que é mais fácil, me deixei levar e fui ficando na mesma. Em virtude disso, lembrei-me esses dias de uma coisa que eu mesmo me dizia desde a adolescência: se você não aprende sozinho o que a vida quer lhe ensinar, ela o fará e, quando o fizer, será de uma forma que você nunca vai esquecer.

Eu devia tatuar isso no corpo ¬¬... Mas o fato é que a vida está me ensinando (de uma forma lindamente dolorosa) que muitos dos valores que eu tinha como certos e absolutos, na verdade, não o são.

Post deslocado de sua linha temporal...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Idem...




Idem é para o post anterior, que poderia lindamente ser republicado neste exato momento, tornando-se novamente mega adequado ao life moment por este atualmente vivido.

A única diferença é que agora vivo as consequências. Consequências de atos e erros que não foram só meus, mas, por óbvio, me afetam do mesmo jeito.

Um dia me disseram que Deus escreve certo por linhas tortas. Gosto de dizer que Deus escreve certo por linhas que sequer existem. E é com esse pensamento que a gente levanta a cabeça e vai indo.

É isso.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Falhas, erros e desacertos








Vida, sua linda, já entendi o recado. Você pode parar de tentar me ensinar das piores formas possíveis. Ass.: eu.
...

Quando eu era pivete, inventei/constatei um enunciado que me acompanha a vida inteira quase como uma realidade diariamente paupável. É o seguinte:

"Aprenda tudo o que puder o mais cedo possível e da melhor forma possível, pois, se assim não o fizer, a vida vai ter que te ensinar e, quando a vida ensina, ela o faz de forma que você nunca vai esquecer."

E não esquece mesmo.

But, we keep going on and on and on...

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Depois da tempestade vem a calmaria...





Acreditem, o ditado é verdade. E não só isso: de vez em quando, a calmaria vem de uma vez, tipo de um dia para o outro mesmo.

Deliciosamente estranho. E intrigante. E digno de reflexão. Não sei o que está acontecendo precisamente agora, mas estou com a sensação de que tudo vai dar certo e que, se não der, vai ter solução.

É isso.

P.S.: ou então essa calmaria é só uma preparação para uma big tempestade... Mas fazer o quê, a vida é assim mesmo.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Projeção


Aprendi o significado psicológico desta palavra há alguns anos atrás e fiquei chocado o quanto o mundo vive em função disso e o quanto eu mesmo vivia/vivo em função disso.

O que é? De forma simples, é quando você vê em alguém algo que é mais seu do que da pessoa observada. Você, observador, projeta (geralmente de forma inconsciente) na pessoa observada algo que você sabe que tem em si, mas que não necessariamente é uma característica de quem é observado...

Complicado? Deixa eu ver se dou um exemplo... É mais ou menos assim: uma pessoa Beta possui uma característica X. Essa característica X é, para a pessoa Beta que a possui, algo não agradável (talvez um defeito). Por ser algo que não agrada, Beta não gosta de tal característica e tenta omiti-la de seu comportamento (isso não é reprovável... às vezes é até recomendável). 

Ainda sobre a característica X, para instrumentar nosso exemplo, vamos considerar que, quando esta se manifesta em Beta, o faz através de um olhar, de um jeito de falar, de um posicionamento de corpo, de um trejeito qualquer, fazendo com que a característica X, em Beta, possua um modo de operar próprio.

E a projeção? 

Suponha que Beta esteja passeando na rua e vê uma pessoa Gama com um olhar igual ao de quando a característica X se manifesta nela, em Beta. Beta, se for alguém comum, não trabalhado, não consciente, tenderá a achar (e muitas vezes ter certeza) de que a pessoa Gama também tem a característica X, baseada unicamente no fato de que o mesmo olhar está ali presente.

Mas Beta não tem como saber se Gama tem tal característica, especialmente porque a pessoa Beta está se baseando unicamente num olhar, elemento este que pode ser a manifestação de várias características (Y, Z, K etc, ou mesmo a X). O fato é que Beta não tem como saber se Gama possui tal característica ou não.

E qual o problema? O problema é que Beta, além de tender a enxergar tal característica em Gama, tenderá também a não gostar de Gama, julgando tal pessoa de forma temerária e apressada. Por que não gostar? Porque Beta não gosta da característica X em si própria.

O mesmo raciocínio vale para características que gostamos em nós mesmos. Se a projetamos em alguém, temos tendência a enxergar nela alguém para se gostar etc.

No fim das contas ninguém conhece ninguém de forma absoluta e 90% dos julgamentos que as pessoas fazem umas das outras estão equivocados ou dizem respeito meramente a uma projeção de A sobre B.

Por que esse post? Porque passei por isso ontem. Fiz uma projeção (absolutamente inconsciente e isso é o que mais me assusta) e fui vítima da projeção dos outros.

Como assim absolutamente inconsciente? É que foi tão inconsciente que acabei manifestando na fala emoções que não correspondiam a nada do que eu verdadeiramente estava sentindo. Em suma, eu estava mega tranquilo conversando numa discussão extremamente interessante e instigante, mas quem me viu na discussão talvez tenha achado que eu estava exaltado... 

Palavras da Bzinha...

E a vida continua.

 


quarta-feira, 1 de julho de 2015

3... 2... 1...






"O que é o certo? Nada, porque certo não existe. Errado? A mesma resposta se aplica.
Sempre que tento, não consigo. Quando simplesmente faço, tenho êxito.
Traumas de infância tenho aos milhares (poucas pessoas, ao longo da minha vida, souberam lidar comigo de forma adequada). Mas o trauma que me tem causado transtornos não está só na infância. Está na vida inteira.

Essa busca incessante pelo objetivo da vida me agonia desde sempre. As pessoas que coloquei no meu caminho, muitas delas não fazem a menor ideia do que se trata essa procura. Presumem ser felizes e, em sua felicidade, esquecem daqueles que estão ao seu redor, causando-lhes, inclusive, infelicidade. É justo? Óbvio que não.

Você faz, você doa, você se doa, você estuda, pesquisa, aprende e atua. Você entende e age de acordo com tal entendimento. Você pensa, você sente, reflete, escuta, fala e compreende. No final, o que esperar? Uma recíproca seria o óbvio a considerar. Mas a vida não é tão simples... 

Eu já pedi desculpas. Eu já me pedi desculpas. Eu já pensei trilhões de vezes sobre o assunto e ainda estou incomodado. A realidade é que cansa cuidar tanto de tanta coisa e ainda arranjar tempo para lembrar de si próprio. Parabéns às mães de todo o mundo por fazerem algo dessa natureza.

E nesse mundo de coisas a serem cuidadas, você se esquece de si, aguardando que alguém lembre das coisas do jeito que elas precisam ser lembradas.

Não sei se a culpa é de quem não lembrou ou de quem se esqueceu. A culpa provavelmente é dos dois. De qualquer forma, a única coisa que sei é que explodi e agora estou juntando pedaços."


Post escrito não sei quando... Reli e curti em face do encadeamento de ideias que ele guarda. São bem sinceras e não medem palavras. Vai ficar aqui registrado. Esse blog é pra isso mesmo...

E todos os pedaços já estão praticamente recolhidos...

E a cor da letra é essa de propósito...

Mobilidade Urbana.



.


Nome grande que demanda soluções pequenas. 

Se o bom ser humano tivesse juízo, ele mesmo resolveria o problema do trânsito, mas, quando se precisa escolher entre o bom senso e o medo, conforto, segurança, bem-estar etc, o medo, o conforto, a segurança, o bem-estar e o etc. vencem.

A culpa do trânsito infernal que se enfrenta todo dia em Fortaleza não é da administração pública que não amplia ruas, mas do ex-pedestre que realizou o sonho de comprar seu carro. Mas a administração poderia fornecer transporte público de qualidade! E ela está fazendo. Bem ou mal, está fazendo. Vias exclusivas para ônibus (que geraram mais controvérsia do que compreensão e apoio) e melhoramento dos veículos públicos (já temos linhas com ônibus com ar-condicionado, mas ninguém comenta sobre isso).

Em paralelo, o projeto da bicicleta compartilhada toma forma e se assenta como uma solução firme de mobilidade. Ciclovias foram criadas e agora carros e bicicletas dividem o mesmo espaço (não pela cidade toda, mas é um começo).

Qual o percentual de adesão da população de nossa cidade a tais projetos? Não sei. Quantos de nós está realmente fazendo a sua parte para a solução do tráfego caótico? Não sei. Mas sei que o trânsito continua ruim.

Sou um ciclista "aposentado" que provavelmente voltará a pedalar no próximo ano. Antes de machucar o joelho, além de treinar, ia para o trabalho na bicicleta e fazia isso numa época em que a ideia de utilizar a bicicleta para ir trabalhar era meio obscura e controversa e a ideia da bicicleta compartilhada, como conhecemos hoje, talvez nem existisse. Quando perguntado sobre tal experiência (questões de segurança, distâncias a serem percorridas etc), respondia sobre as vantagens de tal medida e como ela trazia soluções para vários aspectos da vida cotidiana. Em contrapartida, meu interlocutor tentava a todo custo mostrar porque não fazia o mesmo, justificando-se de todas as formas possíveis, mas só conseguindo, no máximo, provar que, para ele (ou ela), não era vantagem trocar o conforto do carro pela fluidez do trânsito.

Sempre as mesmas desculpas.

Sempre. 

Todo argumento que ouvi de todas as pessoas se resumia ao fato de que elas não possuíam força de vontade suficiente para abrir mão desse conforto (excetuando-se, por óbvio, aqueles que tem filho ou já estão em idade avançada) em benefício desse ideal de um trânsito ideal. Isso é triste e demonstra que o problema do trânsito em nossa cidade é, na verdade, a cabeça de quem dirige e não a quantidade de carros que ocupa as ruas.

O que fazer? Mudar a cabeça do povo. Fácil? Não. Deve levar mais ou menos uns 30 anos para que se estabeleça a cultura da mobilidade urbana leve (isso considerando que os pais e mães de hoje em dia já mostrem a seus filhos os problemas do trânsito caótico e suas causas). É uma perspectiva de solução sólida? Sim! Mas, como se vê, demorada. No entanto, a despeito da demora, acho que vai acontecer.
 
De imediato, porém, é possível apresentar soluções para o tal trânsito caótico. E vamos a elas:

1. Transporte público de qualidade: como disse mais acima, bem ou mal, a prefeitura está tentando melhorar o transporte público (não só os veículos, mas também as linhas). Eu sei que não há ainda linhas, veículos e conforto suficiente para atrair todos à utilização desse meio de locomoção, mas tudo precisa de um começo. Se o cidadão comum usuário de carro uma vez por semana utilizasse o transporte público, já desafogaria o trânsito e iniciaria para si o hábito de não utilizar o carro. Isso seria um outro começo (um bom começo, inclusive).



2. Veículo motorizado individual: motos, lambretas e bicicletas motorizadas são a solução mais mediana dentre todas, pois não obriga o indivíduo a se locomover pela cidade de ônibus, pedalando ou a pé (caso ele tenha problemas com isso). Se você não dirigir feito um louco, os três são seguros, dentro de seus limites, claro, e cada um ocupa um espaço mínimo na rua. Quatro motos juntas, ocupam o lugar de um carro, por exemplo. Ah, mas um carro é feito para carregar 4 pessoas!!! Dá na mesma!! Mi mi mi mi mi... É, só que hoje em dia um carro só leva uma pessoa (em sua maioria).



3. Bicicleta: veículo ideal para distâncias de até 10km. Deixem de preguiça e comprem uma bicicleta.



4. Andar a pé: ideal para distâncias até 3km. Isso é relativo. Moro a 3,5km do meu trabalho e levo 35min para chegar a pé. É um tempo considerável e não muito atrativo, mas, ainda assim, viável. Cabe a cada um medir seu tempo, suas distâncias e fazer sua tentativa.




É isso.

Quer acabar mesmo com o trânsito caótico? Tirem da cabeça de seus filhos (e de quem mais você puder) que ser bem sucedido nessa vida inclui a aquisição de um carro. Pode convencer ele ou ela sem medo. Ser bem sucedido nessa vida é ser feliz e um carro não necessariamente faz parte dessa equação.





sexta-feira, 12 de junho de 2015

2 years...



2 persons

2 hearts

2 souls

2 minds

2 loves

2 lifes

2 kind

2 soft

2 gether

Sooo many dreams

2 accomplish

MIMIM




sexta-feira, 15 de maio de 2015

650 cilindradas para desfilar em grande estilo...



Então... Já reclamei por aqui que o trânsito de Fortaleza me estressa... Ou ao menos estressava.

Pois é... Esse estresse atingiu seu ápice e eu acabei me tornando um motociclista (para desespero da minha mãe).

Não tenho muito o que dizer sobre isso, mas uma coisa me parece certa: 95% dos acidentes que envolvem motos é culpa do motociclista. Por que? Porque andar de moto, sabendo como fazer isso, é mais seguro que andar de carro.

....
Longa pausa para as pessoas absorverem a informação.
....

E agora sim: como assim? Vou tentar explicar, mas só depois, porque minhas ideias estão um pouco  embaralhadas agora. E antes que alguém diga o óbvio, uma moto só não é mais segura que um carro no caso de uma colisão em alta velocidade. Não dá para competir com isso.

Então a moto é um veículo seguro... ou eu estou louco... ou a moto, para mim, acaba sendo um veículo seguro. No caso da última opção, posso dizer que, de fato, sigo um protocolo de segurança no trânsito que me garante uma certa segurança maior. Isso, aliado ao prazer de pilotar uma moto, prazer este que me leva a conduzir sempre em ritmo de passeio, acaba deixando a coisa toda bem segura. Minha namorada que o diga. Outro dia, ela foi me dizer que achou que eu tava andando rápido na moto, daí, quando foi checar a velocidade, se assustou: 45km/h...

É bem por aí... Sem mais delongas, aqui está ela! 

Kawasaki Versys 650 Abs

Ela é exatamente igual a da foto e é linda assim mesmo... Ha ha ha... É uma moto excelente, do que posso falar até agora. Não é grande demais para o trânsito nem pequena demais para uma viagem. É confortável, o consumo é ok, mas nada de excepcional, e ela me passa a sensação de que nunca vai quebrar. É claro que isso é só uma sensação, pois algum dia alguma coisa vai ter que ser trocada, mas, ainda assim, me parece bem robusta.

É isso. Vim só apresentar meu brinquedo novo. Mas prometo falar sobre mobilidade urbana já já.


 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Kite


 


Não conheço a banda a fundo. Sou fã, mas um fã bem fulerage (no melhor cearês). Mas, diante dessa posição de pouco conhecedor, gostaria de dizer que a melhor música do U2 chama-se Kite. Por que? Sei lá. Talvez um dia escreva porque a considero a melhor.

Olha aí a letra:

Kite


Something is about to give
I can feel it coming
I think I know what it means
I'm not afraid to die
I'm not afraid to live
And when I'm flat on my back
I hope to feel like I did

'Cause hardness, it sets in
You need some protection
The thinner the skin

I want you to know
That you don't need me anymore
I want you to know
You don't need me anyone, anything at all

Whos' to say when the wind will take you
Who's to know what it is will break you
I don't know which way the wind will blow
Who's to know when the time's come around
Don't wanna see you cry
I know that this is not goodbye

In summer I can taste the salt in the sea
There's a kite blowing out of control on a breeze
I wonder what's gonna happen to you
You wonder what has happened to me

I'm a man, I'm not a child
A man who sees
The shadow behind your eyes

Whos' to say when the wind will take you
Who's to know what it is will break you
I don't know which way the wind will blow
Who's to know when the time's come around
Don't wanna see you cry
I know that this is not goodbye

Did I waste it?
Not so much I couldn't taste it
Life should be fragrant
Roof top to the basement
The last of the rock stars
When hip hop drives the big cars
In the mean time when new media
Was the big idea


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Terra Firme, Terra Forte


Ibiatân.





Chão. Sólido. Seguro. Firme. Forte. Confiável.

Um porto seguro. Um lugar para onde ir com a certeza de que alguma resposta se vai encontrar.

Algo que está ali sempre. A base bem construída.

É o que se espera. É o que pretendo. Talvez já seja, mas manter essa dúvida ativa é essencial no caminho do amadurecimento.

É isso.

Água para todos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O incerto é certo. Ou não?






Do que vale ser certo de si, se essa certeza é meramente superficial e serve apenas para te dar a certeza de que não se tem certeza do que supostamente deveria ser certo?

Não sei se isso aí faz sentido pra alguém, mas pra mim faz... E muito.

O princípio da incerteza de Heisenberg, que diz, dentre outras coisas, não ser possível medir o momento e a posição de determinada partícula ao mesmo tempo, já mostra que o incerto faz parte da natureza em sua matriz mais elementar.

Se pensarmos sobre isso em matéria de seres humanos, aí sim teremos certeza absoluta de que o incerto é o certo. Por que? Porque o ser humano é complexo demais (física, psico e emocionalmente) para ter certeza de algo. O ser humano, enquanto forma de vida mais adaptável até aqui conhecida, é construído para ser incerto... Ao menos assim me parece.

A incerteza nos faz cautelosos, criativos e ávidos por conhecimento. É ela que nos torna inseguros também, algumas vezes, mas é aí que o consciente deve falar alto e exercer seu direito de escolha. Esta, realizada de forma responsável, afasta a insegurança e abraça a incerteza como um universo de possibilidades.

Os que não entendem isso querem e tentam meramente exercer controle. Controle sobre o que? Sobre tudo: coisas e pessoas... Lamento muito por esse tipo de gente. Estão quase fadados a serem infelizes ou a fazerem outros infelizes. Maaaaaaaaaaaaas assim é a vida.

É isso. Pensamentos aleatórios expressados por escrito para descansar uma cabeça que acaba de analisar aproximadamente 70 processos.




segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Interestelar...




 

Três horas de um filme que te prende na cadeira independente de conforto, fome, sede ou qualquer outra necessidade mundana.

Isso é um exagero, mas serve para dizer que o filme é muito bom. Muito bom mesmo.

Sinopse: a Terra foi pro car... e os seres humanos, aparentemente, desistiram de tentar sobreviver e vivem como podem, aguardando o momento de seu perecimento. Secretamente, a NASA vinha bolando um plano para colonizar um outro planeta e o filme se desenrola nesse mote, contrapondo-se a necessidade de se buscar um novo mundo, uma decisão que beneficia o coletivo, ao desejo de se permanecer junto a quem se ama, uma decisão puramente individual.

Ao fim, o filme dá uma guinada fantástica, tornando o desfecho bem legal. Só não curti um detalhezinho de nada do final, mas este não tirou o brilho da obra como um todo. Não vou entrar em detalhes sobre a história nem dar spoilers, mas faço questão de falar sobre o modo escolhido para contá-la.

Bom, Interestelar é uma ficção científica que, acertadamente, não menciona quando os fatos narrados aconteceram. Não há menção a datas ao longo do filme, apesar de carros, roupas, instrumentos, arquitetura et cetera darem uma pequena noção a esse respeito. Mas, ao mesmo tempo que esses objetos nos são familiares, há naves, robôs e itens de tecnologia que denunciam uma época mais avançada no futuro. A impressão de que se trata de uma história no tempo presente deixa de existir, quando se percebe que o mundo ali mostrado é um mundo pós-apocalíptico, é o que sobrou após determinada "mudança" no planeta. No caso do filme, tal mudança levou a civilização humana a direcionar todos os esforços para a produção de comida. Essa é a prioridade. Carros, computadores e utensílios em geral ainda utilizados são os que provavelmente já existiam quando da catástrofe, daí porque estamos no futuro, mas olhando para coisas que reconhecemos como sendo típicas do nosso tempo presente.

Além do que mencionei, a história envolve avanços tecnológicos na área referente a viagens espaciais (naves, velocidade, tempo, coisas assim) e, de novo acertadamente, ninguém se preocupou em explicar como as coisas funcionam do jeito que funcionam. Isso é fantástico! Por que? Porque afasta o telespectador da necessidade de avaliar se o que está sendo mostrado é plausível ou não. Ninguém menciona, por exemplo, como a nave consegue entrar em órbita ou que combustível ela utiliza, tampouco se fala sobre a mecânica e a química presente na câmara de hibernação, enfim. Dessa forma, pode-se focar a audiência na história e nada mais. A gente senta na cadeira, assiste ao filme e presume que tudo o que está acontecendo é ou será possível após alguns  anos de estudo e desenvolvimento. Pronto. E só! Nada de julgamentos (não sobre esses aspectos, ao menos).

É isso.

Assistam.

É muito bom.

P.S.: do meu ponto de vista, a ficção científica mostrada no filme não é o tema principal, mas um pano de fundo para a história de amor, dedicação e sobrevivência que se passa entre as personagens.


terça-feira, 11 de novembro de 2014

Percepção Musical.







Respondendo ao comentário da minha amiga Meia-Alemã no post anterior, digo que sentir a música é algo essencial à percepção da mesma. Não tenho dúvidas quanto a isso. O problema é que as poucas pessoas que ouço falarem a respeito do que significa "sentir a música" geralmente tecem comentários um tanto quanto pretensiosos, como se esse "sentir" fosse uma dádiva divina concedida apenas aos dançarinos escolhidos pelo universo para serem os melhores... Bullshit.

Não sendo suficiente esse discurso, essas mesmas pessoas, para demonstrar o que estão falando, vão dançar de improviso para que seus "discípulos" vejam do que estão falando. Daí eles escolhem uma música e dançam... ¬¬ ... Perdoem-me meu ceticismo, mas a música escolhida nunca é uma nova e desconhecida. Não. É alguma "queridinha" de quem vai dançar ou do público... Aí, meus amigos, não vale... Conhecendo a música, é simplesmente muito fácil dançar com musicalidade. Você já a conhece, já sabe de forma antecipada o que nela vai acontecer... Com tudo isso, é muito simples programar um movimento para encaixar na música e dizer que isso é "sentimento".

Uma das coisas que pretendo aqui é retirar dos egoístas o conhecimento que eles acham que tem e mostrá-lo para qualquer um que se interesse por dançar, ou por musicar ou pelos dois. Minha intenção é desmistificar o que alguns teimam em dizer que é difícil, que é algo compreendido apenas por quem tem essa """""dádiva""""".

É isso.

Prosseguindo.

Musicalidade é percepção musical. Todos a temos, sem exceção (até um surdo, só que ele está limitado pela ausência de audição e tem de se valer dos outros sentidos para isso). E o que é percepção musical? Para responder essa pergunta, podemos fazer uma pequena divisão e falar em percepção musical sensorial e percepção musical técnica.

Percepção musical sensorial.

Essa é a percepção que todos nós temos desde criança, quiçá desde o ventre materno. É a percepção íntima. É o que a música fala com você e só com você. É o que ela te faz sentir e pensar. Dessa percepção, se é gerada uma vontade de mexer o corpo, surge a dança. Esse mexer-se decorrente dessa percepção e gerando uma dança, por sua vez, origina um dançar puro, livre de julgamentos e perfeito por definição, pois não está submetido a qualquer regra ou valor. Ele é o que é e ponto final.

Essa percepção pulsa e é muito presente nas primeiras fases da vida, quando ainda se é criança, mas é reprimida paulatinamente ao passo que se inicia a formação do ego e passamos a nos importar com o que os outros pensam. A partir daí, ou não dançamos mais ou, quando o fazemos, tentamos fazer de acordo com o que se considera comum, correto, normal etc. Isso falando de modo geral, claro, pois sempre há exceções.

É importante dizer que a percepção musical sensorial não acaba nunca. Ela não se esgota ou simplesmente deixa de existir. Ela é apenas guardada (às vezes bem guardada demais) e, se trabalhada da forma certa, pode surgir de novo e ser potencializada.

Retomando um pouco o assunto do início do post, devo dizer que existe outro equívoco referente à essa história de sentir a música. Muito se fala que, sentindo a música, é possível prever o que nela vai acontecer... Bullshit 2. Não, não é possível prever. É sim possível sentir que algo vai mudar, que vai ser alterado na progressão musical, mas prever e ter certeza do que acontecerá não é possível.

Essa previsibilidade é parcialmente possível quando se trabalha a percepção musical técnica, obtendo-se resultado bem semelhante ao que se consegue com a percepção musical sensorial, no entanto com um grau de certeza um pouco maior. QUE ABSURDO!!! ESSA PESSOA DIZENDO QUE SER TÉCNICO É MELHOR DO QUE SER EMOTIVO!!!! Controlem-se, por favor, pessoas que adoram dizer que vivem de acordo com seu coração. Não é isso que estou falando.

Se você, de fato, consegue se conectar com a música de forma a fundir-se emocionalmente com ela, com seu espírito, sua intenção e seus instrumentos, ótimo! Parabéns! Você é um em um milhão (ou mais) e estará plenamente apto a "prever" a música.

Eu não questiono os resultados fantásticos que se pode obter em musicalidade quando nos deixamos levar pela emoção. De forma nenhuma. O problema aqui está em se colocar num estado espiritual de presença e liberdade que permita essa conexão absoluta. O trabalho para se colocar em tal estado sim é muito difícil (difícil meeeeeesmo) e é exatamente onde a percepção musical técnica vem ajudar.

Por que é difícil? Pelo seguinte: considero que a percepção musical sensorial está arraigada na essência. A essência é aquilo que somos de forma verdadeira e inteira. É o todo que nos faz únicos e supera muito a soma de nossas partes. É o elemento de nosso âmago (um elemento dá a ideia de partição, de algo menor, mas, na verdade, trata-se de um elemento universal, pois engloba, como disse, tudo o que somos) que nos conecta com o universo e com tudo o que se tem de transcendental nele. Quanto mais integrados estamos com nós mesmos, mais nos aproximamos de nosso verdadeiro ser e mais agimos de acordo com nossa essência.

Já tive a oportunidade de experimentar algo parecido com esse estado, há alguns anos atrás, após duas semanas de um trabalho intensivo de autoconhecimento, e não tenho palavras para descrever de forma apropriada do que se trata. É, no mínimo, mágico. Em termos mundanos, o que posso dizer é que, após o trabalho, você se sente disposto a tudo, que existe energia em você de forma infinita, que tudo é possível, que todos os problemas são, na verdade, pequenos e por aí vai.

Lembro demais de olhar para mim mesmo, após o trabalho que citei, e perceber que eu era a mesma pessoa de antes, mas que havia algo de diferente. Quando me perguntavam, dizia: "eu me sinto a mesma pessoa, mas agora tenho uma segunda perspectiva". Fico feliz em dizer que acho que ainda não perdi essa segunda perspectiva e que continuo trabalhando para mantê-la viva. Essa experiência, inclusive, foi que abriu os poros do meu espírito e me permitiu admitir para mim mesmo, dentre outras coisas, o quanto gosto de dançar e o quanto isso é fácil, desde que você esteja livre o suficiente para se permitir e se liberar. Apesar dos excelentes resultados, o que passei nessas duas semanas foi bem doloroso e mexeu com coisas que, durante minha vida inteira, preferi deixar trancadas a sete chaves num cofre esquecido em algum poço profundo da minha alma.

Enfim...

O estado de graça ou de quase graça alcançado após um trabalho desse tipo (o que eu fiz não é o único capaz de gerar esses resultados) é o ideal para abrir a percepção musical sensorial. Por que? Porque, nesse estado, tudo o que se refere ao sentir está aberto. Simples assim. E o que se faz para chegar até aí? O que se faz num trabalho desses? Algo simples, mas não tão fácil de se fazer:  conhecer a si próprio. Mas não é qualquer conhecimento. É algo profundo. É buscar a origem de desejos e repulsas, de traumas e sucessos, de identificações positivas e negativas e muito mais para, no fim, entender, com tudo isso, o que você é, o que se tornou e o que pode vir a ser.

Feito isso, fica natural sentir o que quer que seja, inclusive uma música. E é aí, é nesse estado de espírito (e me arrisco a dizer que só nele), que o sentir a música ganha um significado verdadeiro.

Como não dá para todas as pessoas fazerem um trabalho profundo de autoconhecimento (deveriam, mas...), acho que existe um jeito de provocar certas liberações ou, melhor dizendo, libertações do espírito com um método um pouco mais simples.

E é aqui que acredito que a percepção musical técnica pode ser de muito auxílio, mas isso fica para outro post, porque esse já está bem grandinho.




quarta-feira, 5 de novembro de 2014

E dancemos com musicalidade, pois, de outra forma, não há dança...







Então eu vinha falando sobre compasso. Ele é a estrutura mínima que compõe a música e possui várias formas, importando, nesse momento, o compasso quaternário (90% das músicas que se escuta são quaternárias), ao qual vou me ater daqui para frente. 

Pausando um pouco essa questão formal (mas ela será retomada), vou falar sobre algo um tanto quanto abstrato e estranhamente difícil de se compreender: musicalidade. Sabe lá Deus quantos posts serão necessários para esse assunto, então que fique claro que esse é apenas o primeiro e, consequentemente, não encerra o tema.

E que fique claro também que esse tema será desenvolvido tomando como perspectiva a dança.

Enfim...

O que raios é musicalidade? Ouvindo e vendo várias pessoas do meio da dança falando sobre isso, percebi que ninguém entende propriamente do que se trata. A maioria desse povo fala que musicalidade é sentir a música (não dá para ser mais vago e impreciso do que isso.. ) ou que musicalidade é dançar no tempo da música (no tempo 1, no tempo 3... etc). Ambos não me parecem fazer ideia da dimensão do que estão falando e acabam ensinando a coisa toda de forma equivocada.

Enfim, é uma pequena confusão. E bem desnecessária, diga-se de passagem.

Vamos por partes.

Sentir a música é e, ao mesmo tempo, não é musicalidade. Por quê? Sentir música é uma forma de musicalidade, porque quem escuta uma música produz sentimentos através dela ou possui sentimentos despertados por ela, criando, em maior ou menor grau, um enlace emocional com o que se escuta, o que leva o ouvinte a se conduzir de acordo com esses sentimentos (cantar, se balançar no carro, bater o pé, fechar os olhos numa parte mais dramática etc) e, em consequência, conduzir-se de acordo com a música. Sentir a música, ao contrário, não é musicalidade porque os mesmos sentimentos por ela despertados podem levar o ouvinte a interpretar de forma equivocada a sua intenção (a intenção da música) e simplesmente permanecer desconectado do seu cerne, levando-o a se conduzir de forma estranha à música.

Dançar no tempo da música é e, ao mesmo tempo, não é musicalidade. Por quê? Dançar no tempo da música não é musicalidade, porque tempo se conta com números e não é legal se dançar com números. Você dança com a melodia, com a batida, com a voz, com o arranjo, com todos eles ao mesmo tempo e assim por diante, mas não com números. De outra forma, dançar no tempo da música é musicalidade, porque, sendo possível dividir a música em uma célula mínima (compasso) e percebendo-se que tal célula se repete ao longo de toda a música, nota-se que determinados sons e batidas, igualmente, também se repetem durante toda a música. Dessa forma, conseguindo dançar de acordo com, por exemplo, um dos pulsos do compasso (suponha o pulso fraco 2), haverá um mínimo de musicalidade na dança, pois, o que quer que seja realizado musicalmente neste tempo, será repetido todas ou algumas vezes ao longo da música, em cada compasso, nesse mesmo momento. Ou seja, se alguém dançar baseando seus movimentos no tempo 2, alguma musicalidade estará acontecendo.

E o que é musicalidade afinal? Musicalidade é percepção musical; é literalmente perceber o que está acontecendo na música. Todos nós, sem exceção, temos nossa musicalidade em 100%. O que muda de alguém mais experiente para outro que não tenha tanto costume em lidar com isso é meramente uma questão de nível ou grau de percepção.

O que quero dizer é que todos temos potencialmente a mesma capacidade de percepção musical, mas nem todos a utilizam da mesma maneira ou com a mesma intensidade.

Dessa percepção musical é que vem o sentir a música e o dançar no tempo da música. É dessa percepção que decorre o "dançar com musicalidade", expressão que faço questão de destacar, porque ela vai ser bem importante mais para frente.

E é isso, por enquanto.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ainda sobre compasso...





Continuando o post anterior.

O compasso possui essa estrutura bonitinha e tudo, mas ele não é uma espécie de célula fechada e intocável. Vale lembrar que, antes de tudo, veio a música e só após surgiram regras que tentam compreendê-la. O compasso é uma regra desse tipo. É ele que se adequa à música e não o contrário (o contrário também é possível, mas o que quero dizer é que o "musicar" livre e espontâneo é mais relevante do que se compor uma música metricamente perfeita).

Dentro dessa ideia, é possível afirmar também que uma música que começa quaternária, por exemplo, não precisa terminar quaternária. Esse compasso pode mudar e causa um efeito interessante.

Um exemplo lindo e bem claro dessa pequena quebra de parâmetros é a música Pra Sonhar, de Marcelo Jeneci e Laura Lavieri.

Ela inicia quaternária (a introdução instrumental onde se destacam violões e um acordeon) e, lá pelos 45 segundos decorridos, mais ou menos quando se inicia o vocal, a música muda para o compasso ternário. Acho que o primeiro pulso do compasso ternário dessa música acontece nos 46 segundos (ao menos na versão que tenho no celular).

Problemas? Nenhum. A música é linda, a letra é linda, os arranjos são lindos, o videoclipe é lindo, enfim... 

Ideia final da história: a métrica ajuda a compreender a música (e, posteriormente, vai ajudar a compreender a dança), mas não a determina, limita ou subjuga. Pelo contrário. Ela existe para ajudar e é apenas uma ferramenta, um acessório mesmo, da criatividade musical.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Compasso...






Não é o instrumento gráfico construído para desenhar circunferências. Refiro-me ao compasso musical.

Compasso é o número mínimo de pulsos que definem um ritmo. Os mais comuns por aqui no ocidente são o compasso ternário e o quaternário. O primeiro é composto por 3 pulsos. Desses três, o primeiro é o pulso forte e os dois seguintes são pulsos fracos. Fica mais ou menos assim:

1 ... 2 .... 3 .... 1 ... 2 .... 3 .... 1 ... 2 .... 3 .... 1 ... 2 .... 3 .... 1 ... 2 .... 3 ....

Exemplo de música ternária: valsas. Exemplo popular de música ternária: Vilarejo (Marisa Monte).

O compasso quaternário possui 4 pulsos, como o próprio nome já denuncia. O primeiro é o pulso forte, o segundo e o quarto são pulsos fracos e o terceiro é um pulso meio-forte. Seria mais ou menos assim:


 1 ... 2 .... 3 ....4.... 1 ... 2 .... 3 ....4.... 1 ... 2 .... 3 ....4.... 1 ... 2 .... 3 ....4....

Exemplo de música quaternária: 90% do que se escuta no ocidente. Por que? Não sei... Mas esse me parece o compasso com o qual se trabalha mais facilmente a estrutura rítmica natural do ser humano. Geralmente, quando alguém cantarola alguma coisa de sua autoria, o faz em um compasso de 4 pulsos. Há execeções? Sim!! Várias. Nada em música é propriamente uma regra e, quando é, não é algo que não possa ser revisto ou até quebrado. Se o resultado dessa quebra vai ser bom, aí já não sei...

Li não sei aonde que um compasso com mais de 4 pulsos soa estranho ao ouvido humano... Por que e o que isso significa não faço ideia, mas, de fato, soa estranho... Tome-se por exemplo a música Fire, do compositor Brian Crain. Ela é uma música cuja menor estrutura rítmica possui 5 pulsos. Do que entendo de música, acho que ela possui um compasso complexo, formado por um compasso ternário (3 pulsos) e um binário (2 pulsos)... Vale dizer que não é porque ela soa estranho que é feia ou algo assim. A música é lindíssima..  Mas isso já foge um pouco do que pretendo com esse post.

Por que escrevo sobre isso? Porque tenho andado muito pelo meio da dança e cada vez mais percebo que a ausência de conhecimento musical básico prejudica demais os dançarinos, sejam eles experientes ou iniciantes. O segundo motivo é que pretendo formular uma espécie de cartilha ou aula básica, na qual certas coisas sobre música serão explicadas, dentre elas o compasso.

E o básico do básico é isso.

Aviso aos zoukeiros: todas as músicas que dançamos são quaternárias. Isso é fácil. Não tão fácil (para quem não tem costume de lidar com esse tipo de coisa) é enxergar como isso acontece na música.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resumo rápido dos últimos meses...


 


Do que interessa:

1. Parei de pedalar e não sei se volto. Fui ao médico e ele disse que tenho princípio de artrose no joelho direito, ocasionada exatamente pelo movimento de pedalar... Nada bom... Antes que o princípio vire um desenvolvimento e uma conclusão, parei de vez...

2. Isso modificou minha rotina de transportes diários, mas já dei um jeito. Qualquer dia falo qual foi o jeito.

3. Pela primeira vez na minha vida fiz algo por mim e só por mim, o qual sabia não ser tão certo, mas do qual não me arrependo. Só me arrependo das consequências que esse ato gerou para terceiros. Mas o tempo passa e tudo vai ficando bem.

4. Terminei de aprender duas músicas de um compositor chamado Brian Crain. São elas: Song of the Heart e Morning Mist. Quando conseguir gravá-las com um mínimo de erros, coloco aqui.

5. Dança de salão entrou de vez na minha vida e alguns caminhos interessantes estão sendo trilhados com base nisso.

6. Comecei a estudar Edificações no IFCE, mas parei esse semestre e acho que vou parar o próximo também, porque simplesmente tinha muita coisa acontecendo muito rápido e minha cabeça pirou (pirou mesmo, mas só vim me dar conta disso depois de um tempo...).

É isso.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Revendo rascunhos...

Encontrei esse post no meu arquivo de rascunhos... Achei que já tinha publicado, mas, aparentemente, ainda não...

Just Talking...



Então... Você é um manipulador, é ou não é?
Não acho.
Mas essa é uma verdade. Não é "a" verdade, mas é uma verdade.
Pode ser. Também sou várias outras coisas.
Eu sei. E por que você não deixa ela em paz? Ela sabe e sempre soube o que fazer. Deixe-a viver, viva com ela e seja feliz. Simples assim.
É difícil. Quando se perde o contato que se teve um dia, é complicado retomar a convivência, o hábito de escuta e, em especial, a confiança. Como saber se é ela que está falando?
Você simplesmente sabe. Você sabe disso, sempre soube.
É. Pode ser. Mas protegê-la tem parecido uma prioridade maior do que expô-la. 
Ela sabe se cuidar. Você é que não sabe fazer isso tão bem quanto acha.
Quando você diz "você", na verdade, quer dizer "nós", concorda?
Concordo. Mas o que importa é que você me entendeu.
É, entendi. Mas não fique se achando não. Você é apenas o extremo oposto que supostamente deveria nos trazer para o centro.
É o que eu tento fazer, mas você não me permite. Fica se atendo a coisas pequenas e esquece do que realmente importa.
E o que realmente importa.
Ah... Essa é a grande pergunta...
E?
Você sabe a resposta. Não preciso dizer.
É, eu sei.
Sabe sim.


E esse foi um modelo de conversa em que o ego falava consigo próprio sobre a essência.

Exercício de auto-conhecimento.

Julgadores julgarão.

Mas o blog é meu, então, foda-se.